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O que fazer em Lisboa: onde comer, miradouros, Belém e dicas práticas

O que vale a pena em Lisboa em um ou dois dias, com onde comer, os miradouros, Belém, como andar pela cidade e o nosso teste de pastel de nata.

O que fazer em Lisboa: onde comer, miradouros, Belém e dicas práticas
Neste artigo

O que vale a pena em Lisboa em um ou dois dias, com onde comer, os miradouros, Belém, como andar pela cidade e o nosso teste de pastel de nata.

Se você está montando a primeira viagem para Portugal, Lisboa quase sempre entra no roteiro, e a dúvida que vem logo depois é o que fazer em Lisboa sem gastar o pouco tempo que se tem com coisa que não vale a pena. A gente esteve na cidade em fevereiro e março de 2025, durante a nossa viagem de 15 dias de carro por Portugal, e neste guia juntamos o que realmente fizemos, onde comemos e o que achamos, com as informações práticas atualizadas para 2026.

Se eu fosse para Portugal de novo, chegaria por Lisboa e ficaria de um a dois dias, que dá para ver o essencial com calma. É esse o roteiro que você vai encontrar aqui: a Baixa, dois lugares para comer, a subida pela Alfama até os miradouros, uma manhã em Belém e, no fim, o resultado do nosso teste de pastel de nata em três lugares diferentes.

O que fazer em Lisboa: resumo rápido

O quêPor quêQuanto tempo
Baixa, Praça do Comércio e Rua AugustaMelhor lugar para começar, dá para fazer quase tudo a péFim de tarde ou noite
Pastel de bacalhau com queijo da SerraUm dos melhores que já comemosUma parada rápida
Marisqueira UmaSó serve arroz de marisco, e vale a filaUm jantar
Alfama e miradourosVista do castelo e do rio lá de cimaMeio dia
BelémJerónimos, Padrão dos Descobrimentos, Torre de Belém e o pastel de nataUma manhã
Bilhete 24 horasMetrô, elétrico, ônibus e elevadores por 7,25 €O dia inteiro

Esse roteiro também está no nosso vídeo do YouTube, com as nossas reações em cada lugar e o ranking do pastel de nata dito pelo Léo na porta da Pastéis de Belém:

Baixa e Praça do Comércio: por onde começar

A gente chegou a Lisboa no fim da tarde e, na primeira noite, já foi para a Baixa, que é o melhor lugar para começar. É a parte plana do centro, então dá para andar quase tudo a pé, da Praça do Comércio, na beira do rio Tejo, até a Rua Augusta, a rua de pedestres que passa por baixo do arco e vai cheia de lojas, cafés e restaurantes.

Se você chegar à noite, como a gente, é um bom primeiro passeio, porque não exige planejamento nem transporte e já resolve o jantar, que fica a poucos quarteirões dali.

Onde comer em Lisboa

Pastel de bacalhau com queijo da Serra da Estrela

Antes do jantar, a gente parou na Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, na própria Rua Augusta, que faz o bolinho de bacalhau recheado com queijo da Serra da Estrela. Foi um dos melhores que eu já comi na vida, é diferenciado, molhadinho e muito saboroso.

Pastéis de bacalhau com queijo da Serra da Estrela na vitrine, na Rua Augusta
O pastel de bacalhau com queijo da Serra, na Rua Augusta.

Vale saber que essa combinação não é a receita tradicional portuguesa. A casa criou o pastel recheado com queijo Serra da Estrela DOP em 2014, e a mistura de bacalhau com queijo divide opiniões entre os portugueses. Para a gente, valeu muito a pena, mas se você quiser provar o clássico, procure o pastel de bacalhau simples, que aparece em praticamente todo café e tasca da cidade.

Marisqueira Uma: o restaurante de um prato só

Para jantar, a gente foi na Marisqueira Uma, na Rua dos Sapateiros, 177, a poucos minutos da Rua Augusta. O restaurante só serve um prato, o arroz de marisco, que chega na mesa numa panela para dividir. Na parede tem uma placa do TasteAtlas, o guia online de gastronomia, que em 2020 colocou esse arroz como o 14º melhor prato do mundo.

Placa da Marisqueira Uma, na Rua dos Sapateiros, em Lisboa
A Marisqueira Uma, na Rua dos Sapateiros.

Pra gente foi maravilhoso. O Léo achou o arroz muito saboroso e disse que vale muito a pena, e eu concordo. O restaurante é pequeno e vive cheio, então vá sem pressa e conte com um tempo de espera, principalmente no horário do jantar.

Panela de arroz de marisco servida na Marisqueira Uma
O arroz de marisco chega numa panela para dividir.

Alfama e os miradouros de Lisboa

Em outro dia, a gente saiu da Praça do Comércio, passou pela Sé de Lisboa, subiu pelas ruas estreitas da Alfama e foi até o Miradouro da Graça e depois o da Senhora do Monte. Lá de cima dá para ver o Castelo de São Jorge, os telhados da cidade e o rio Tejo lá embaixo.

Vista de Lisboa a partir do Miradouro da Graça
A vista do Miradouro da Graça.

O que ninguém conta direito é o quanto se sobe. Lisboa é a cidade das sete colinas, então é ladeira o tempo todo, e a calçada portuguesa, aquela de pedrinhas brancas e pretas, escorrega bastante, principalmente se tiver chovido. Vá de tênis confortável e deixe a sandália para outro dia.

Castelo de São Jorge e o rio Tejo vistos do Miradouro da Senhora do Monte
O castelo e o rio vistos do Miradouro da Senhora do Monte.

Se a perna cansar no meio do caminho, dá para fazer parte da subida de elétrico ou de ônibus com o bilhete de 24 horas, que a gente explica logo abaixo.

Como andar em Lisboa: o bilhete de 24 horas

Para quem vai passar um dia inteiro circulando, o bilhete de 24 horas da Carris e do Metro costuma compensar. Em 2026, ele custa 7,25 € e vale para viagens ilimitadas em toda a rede da Carris e do Metro de Lisboa, ou seja, metrô, elétrico (o bonde), ônibus e também os ascensores da Glória, do Lavra e da Bica e o Elevador de Santa Justa. A única exceção é o terraço do Santa Justa, que é pago à parte.

Trilhos do Elevador da Bica em rua inclinada de Lisboa
O Elevador da Bica, incluído no bilhete de 24 horas.

Algumas coisas para anotar:

  • O bilhete é carregado no cartão Navegante Ocasional, que custa 0,50 € e pode ser recarregado nas máquinas das estações de metrô;
  • Existe também a versão de 24 horas Carris, Metro e CP, por 11,40 €, que inclui os trens urbanos e serve para quem vai a Sintra ou Cascais no mesmo dia;
  • As 24 horas contam a partir da primeira validação, e não do dia do calendário;
  • Confira os valores na tabela de tarifas do Metro de Lisboa antes de ir, porque os preços mudam todo ano.

Belém: reserve uma manhã

Belém fica um pouco mais longe do centro, à beira do Tejo, então vale reservar uma manhã só para ela. É ali que ficam o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém, além da famosa Pastéis de Belém, e tudo fica perto o suficiente para fazer a pé.

Fachada do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém
O Mosteiro dos Jerónimos, em Belém.

A Torre de Belém reabriu em maio de 2026, depois de cerca de um ano em obras, e agora só entra com horário marcado, com limite de 900 visitantes por dia. Se você quer entrar, compre o ingresso antes, porque deixar para resolver na porta pode significar ficar só do lado de fora.

Torre de Belém, em Lisboa
A Torre de Belém, que agora só recebe visitas com horário marcado.

Outra coisa que pega muita gente desprevenida: o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém fecham às segundas-feiras. Se o seu dia de Belém cair numa segunda, dá para ver tudo por fora e comer o pastel, mas não para entrar nos monumentos.

Sté e Léo, do Bora Fugir, em frente à Torre de Belém
A gente em Belém, em março de 2025.

Qual é o melhor pastel de nata de Lisboa? O nosso teste

Chegou a hora do pastel de nata. A gente provou em três lugares: na Pastéis de Belém, que faz o pastel desde 1837 com uma receita do antigo convento que até hoje é guardada em segredo; na Manteigaria, que é uma das casas mais famosas da cidade; e no Pingo Doce, que é uma rede de supermercados.

Fachada azul da Pastéis de Belém
A Pastéis de Belém, que faz o pastel de nata desde 1837.

Na porta da Pastéis de Belém, eu perguntei para o Léo qual tinha ganhado, e o ranking dele pegou até a gente de surpresa:

  • 1º lugar: Pastéis de Belém;
  • 2º lugar: Pingo Doce, o do supermercado;
  • 3º lugar: Manteigaria.
Léo provando um pastel de nata da Pastéis de Belém
O Léo provando o pastel de nata da Pastéis de Belém.

É a opinião do Léo, claro, e gosto não se discute, mas fica a dica: o pastel do supermercado pode surpreender e custa bem menos. Se der, faça o seu próprio teste, e conta pra gente nos comentários qual ganha para você.

Perguntas frequentes sobre Lisboa

Quantos dias ficar em Lisboa?

Para o essencial, de um a dois dias, que é o que a gente faria se voltasse. Com mais tempo, dá para incluir Sintra e Cascais, que ficam pertinho. Se você ainda está decidindo a duração da viagem inteira, veja o nosso guia de quantos dias ficar em Portugal.

O bilhete de 24 horas vale para os elevadores de Lisboa?

Vale. O bilhete de 24 horas da Carris e do Metro inclui os ascensores da Glória, do Lavra e da Bica e o Elevador de Santa Justa. Só o terraço do Santa Justa é pago à parte.

A Torre de Belém está aberta?

Está. Ela reabriu em maio de 2026, depois das obras, mas só com horário marcado e até 900 visitantes por dia. Ela e o Mosteiro dos Jerónimos fecham às segundas.

Qual é o melhor pastel de nata de Lisboa?

No nosso teste, o Léo deu o primeiro lugar para a Pastéis de Belém, o segundo para o Pingo Doce e o terceiro para a Manteigaria. É uma opinião pessoal, então vale provar e tirar a sua conclusão.

O que comer em Lisboa além do pastel de nata?

O pastel de bacalhau, de preferência o recheado com queijo da Serra da Estrela da Rua Augusta, e o arroz de marisco, que a gente comeu na Marisqueira Uma.

Antes de ir

Lisboa é uma cidade para andar sem pressa, comer bem e subir ladeira, e um ou dois dias bem aproveitados já dão uma boa ideia de tudo isso. Os preços e horários deste guia foram conferidos em novembro de 2026, mas mudam com frequência, então confirme nos sites oficiais perto da viagem.

Se quiser ver tudo isso em movimento, o vídeo completo está no nosso canal do YouTube, e no Instagram @borafugir a gente mostra mais de Portugal e dos próximos destinos. Pois pra conhecer o mundo, é só se permitir!

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Quem escreve

Sté

Autora e viajante

Sté é apaixonada por descobrir o mundo e transformar experiências de viagem em dicas práticas. Ao lado do Léo, e agora da Gi, compartilha roteiros, destinos e aprendizados reais para inspirar mais pessoas a viajar.

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